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O que significa Nutrigenômica? 

Nutri    nutriente 

Genómica     no genoma 

Nós nascemos com uma carga genética dos nossos pais, mas não somos obrigados a ficar com essa carga. Pode-se mudar através de fatores externos ou alimentos que ingerimos. 

A nutrigenômica     é a ciência que estuda o impacto do nutriente com o genoma de cada um de nós. 

O nutrigenômico sabe que quando prescrever, p. ex., um alimento que pode interferir no nosso genoma nutrigenomicamente. 

  • Crucíferas    p. ex., brócolos    é o que contém maior concentração do Indol 3 Carbinol. O Indol 3 Carbinol    é um ativo extraído das crucíferas que tem o poder de modular uma enzima CYP1A1    enzima hepática que controla, que regula a proporção 2 hidróxidos de estrona e 4 hidróxidos estrona. O Papel das Enzimas no Metabolismo da Estrona. A estrona (E1) passa por um processo chamado hidroxilação (Fase 1 de detoxificação hepática), que pode seguir três caminhos principais:  
    • Via da CYP1A1 (Produção de 2-OHE1): Esta enzima direciona a estrona para a via da 2-hidroxiestrona, amplamente considerada uma via protetora. O metabólito 2-OHE1 tem uma atividade estrogénica muito fraca e não estimula o crescimento de tecidos dependentes de hormonas.  
    • Via da CYP1B1 (Produção de 4-OHE1): Esta enzima converte a estrona em 4-hidroxiestrona. A via dos 4-hidróxidos é considerada genotóxica porque estes metabólitos podem oxidar-se facilmente e formar quinonas, substâncias capazes de danificar diretamente o ADN e aumentar o risco de cancros hormono-dependentes (como o de mama ou próstata). 
  • Curcuma    curcumina trabalha muito inibindo uma cascata que começa com o NFK- beta    fator de transição β. É o início da inflamação do corpo. Ao usarmos a curcuma estamos a tentar silenciar esse gatilho inflamatório    NFKβ 

É isto que é uma visão nutrigenômica, porque muitas vezes o paciente não está a receber esta informação e sim uma alimentação para emagrecer. E aí vem a dieta, condenável, que só conta calorias. Geralmente o nutricionista prescreve alimentos com baixíssimas calorias. É óbvio que a pessoa vai emagrecer, mas muitas vezes há custa da própria saúde. 

P. ex., temos para o lanche da tarde uma sandes com pão integral, queijo ricota sem lactose e peito de peru e salada    é óbvia que é um lanche com poucas calorias. Mas quando se olha seriamente para este lanche:

  • começa com um embutido de peito de peru (altíssimas concentrações de glutamato monossódico), só aqui já se tem o gatilho inflamatório a acontecer. 
  • depois há uma fatia de pão integral    este pão tem baixo índice glicémico, mas é feito de trigo geneticamente modificado, geralmente algum óleo hidrogenado, milho/girassol, vai ter um pouco de sal refinado e o que é que se encontra de nutriente no pão? Nada? 
  • o queijinho    que está cheio de beta-lactoglobulina e caseína que são lacto proteínas que aumentam os sintomas de renite, sinusite, asma, … 

Então, este lanche não nos traz benefício para a saúde, mas sim a inflamar um pouco. Então, é o peito de peru, o pão, o queijinho, que estão a prejudicar a saúde, mas a pessoa está a emagrecer e por isso, está feliz porque a balança está a mostrar que o peso baixou. Mas não está a refletir saúde nem está na sua vida, nem nas suas queixas, nem nos seus exames. 

As dietas que contam calorias e que usam muitos produtos industrializados [sumo de fruta, sumo light numa caixinha, biscoitos, barrinhas de proteína  cheia de amendoins (tem muita flutoxina)]. 

Nem sempre uma dieta de emagrecimento está associada a uma dieta saudável. A pessoa pode emagrecer, mas também está a colocar em risco o mecanismo bioquímico.